sábado, 12 de janeiro de 2013

Meio de transporte e comunicação


No corpo guarda-se cada memória. Cada passo dado ou desejado. Os temores, angústias, ou pelo contrário, as corajosas aspirações, observam-se enquanto se dança, num movimento tão próprio como uma impressão digital, ou enquanto se escreve, com gestos únicos.

É nos bloqueios que nos conhecemos, também é com eles que nos podemos melhorar. Cada dificuldade cria uma estratégia:

Tenho o calcanhar de aquiles curto (mas resistente) porque sou preguiçosa, no entanto, "desenrascada" – as minhas mãos chegam ao chão sem esforço, num exercício de flexibilidade. Consigo fazê-lo porque inclino (como forma de “batotice”) as pernas em vez de as manter retas, como devia ser. Se não o faço, desequilibro-me. Uso as diagonais como atalhos.

No processo de auto-conhecimento, é tão importante escutar o corpo como se olha a mente, pois é uma extensão desta, em forma de matéria. É o seu veículo, por uns tempos.

Contemos, em potencial, a perfeição do equilíbrio, as respostas aos enigmas que desejamos decifrar.

A paciência não é nem necessária neste desenvolvimento. É mais útil a consciência, a atenção ao que acontece, em cada folha desenhada ou, se preferirem, em cada pirueta esboçada.

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