É a ingenuidade que alcança os
grandes feitos. É ela a capaz de grandes mudanças. Ela é arriscada, crê num
mundo melhor e faz por isso. Ela perde tempo a pensar no que outros, mais "experientes", consideram desperdício… Ou porque não há grande probabilidade de
sucesso, ou porque “não é assim tão fácil”… Se fosse fácil não seria
idealizado, já tinha sido feito.
A ingenuidade não nos deixa
estagnar num pessimismo que responde “nunca pior” ou “vai-se andando”… Ela
responde: “Está a caminhar para melhor, eu vou/vamos chegar lá!” Esse lá pode não ser
o previamente definido mas decerto será um “lá” melhor que o “aqui”. Ao colocarmos
metas ambiciosas, de difícil alcance, pesquisamos meios, desenvolvemos recursos, obrigamo-nos a pensar
em alternativas, a ponderar questões que fazem todo o sentido colocar! Nesse
caminho, adquirimos uma aprendizagem valiosa, uma experiência que não nos
impede de voltar a ser “ingénuos”, mesmo que o resultado de todo o esforço não
seja o esperado, porque sabemos que com essa qualidade podemos ganhar muito!