sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sussurros da liberdade


Tomo o primeiro banho de mar do ano entre ondas desconhecidas, ao meu lado, o rosto também não me é familiar. Estranhamente sinto-me mais calma e satisfeita do que envolta em lençóis de alfazema, parece que não sei onde estou e não preciso de saber. Compreendo que a sensação de maior segurança provém de uma exposição ao "perigo" que se torna libertadora. Quase que se ouve, sussurrante: “Vês, está tudo bem, nada pode correr mal enquanto és livre!”

Beijos descomprometidos, olhares promissores, lançam a chama de um fogo do qual não se pode ter medo, é a “luz ao fundo do túnel” que nos leva a percorrer caminhos.

domingo, 10 de junho de 2012

A braços com o amor


Procuro o amor em que acreditei. Tinha uma crença profunda e agora resta a esperança de que fosse verdadeira. Essa esperança faz-me errar, faz-me ver o amor em caras feias, espíritos moribundos. Procuro o seu conforto e plenitude (embora fuja das suas amarras) e por isso confio em braços abertos. Mas esses braços deixam-me cair…

Magoo-me e levanto-me em busca de um novo abraço.