Amordaço o instinto. Sentado não
tem forças para se debater. Tento tirar esta roupa suada, colada ao corpo. Está
tão grudada que a rasgo com as unhas. Apercebo-me de que o que tento arrancar
não é tecido, mas pele. Arranho-me mas insisto. Relação bulímica com estas
sensações, prazer que frustra. Zango-me com a permanência do sentimento, não fica mas vai e volta, ondulante. Perturba. As palavras são impotentes.
Devaneios acendidos por um rastilho sem corda.
Sem comentários:
Enviar um comentário