Tomo o primeiro banho de mar do ano entre ondas desconhecidas, ao meu lado, o rosto também não me é familiar. Estranhamente sinto-me mais calma e satisfeita do que envolta
em lençóis de alfazema, parece que não sei onde estou e não preciso de saber. Compreendo
que a sensação de maior segurança provém de uma exposição ao "perigo" que se
torna libertadora. Quase que se ouve, sussurrante: “Vês, está tudo bem, nada
pode correr mal enquanto és livre!”
Beijos descomprometidos, olhares
promissores, lançam a chama de um fogo do qual não se pode ter medo, é a “luz
ao fundo do túnel” que nos leva a percorrer caminhos.
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