domingo, 4 de dezembro de 2011

O prazer na escrita



É a dançar que surge...

O desejo de transbordar sentimentos... A líbido transforma-se. Sublima-se na forma de frases que esperam transmitir todas as sensações que pulsam no corpo e na mente. O deleite da escrita é raramente compreendido por quem não tem essa sede e mesmo difícil de explicar para quem sente essa motivação intrínseca. Uma necessidade, um hábito, hobby, nenhuma destas palavras me soa satisfatória para caracterizar a gratificação sentida ao colocar no "papel" a projeção dos labirintos emocionais, das cogitações vividas como verdades e especulações ficcionais. Para além deste prazer sentido durante e após a atividade da escrita, não se pode descurar a vontade que urge para essa ação, como se de uma necessidade básica se tratasse, ou, aliás, uma necessidade superior e prioritária naquele momento. É esta vontade que cria e ganha forma. 

O mais surpreendente acontece quando estas transcrições são apreciadas e fazem sentido não só aos próprios autores (ou amadores)! "Porquê?" Pensamos. Ao compreender o raciocínio de outrem, algo ecoa. Tomasse contacto com uma parte de nós à qual não estávamos atentos, ou dificilmente alguém a tinha exposto daquela maneira, agora tão lógica e repleta de significado. Não estamos sozinhos nesta procura do "autoconhecimento" e não somos assim tão diferentes entre nós. Somos feitos da mesma matéria... Tão complexamente simples!

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